Eleições sob suspeita no Irã

Sandra Vargas

A esperança que parte dos iranianos depositaram nas urnas de votação no dia 12 de junho começou a se desfazer poucas horas depois. E foi justamente a rapidez na apuração dos votos que suscitou a desconfiança da oposição. Cerca de 39,2 milhões de cédulas foram contadas a mão em apenas 12 horas. O resultado oficial apontou a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad com 62,63% dos votos contra 33,75% do reformista Mir Hossein Mousavi, líder da oposição.

Com uma participação massiva, 85% da população compareceu ao pleito, muitos eleitores não se conformaram com os indícios de fraude. Liderados por Mousavi, milhares foram às ruas em protesto no domingo seguinte. E as manifestações se seguiram por três dias seguidos. Preocupados com a repercussão internacional, o Conselho de Guardiães, a máxima instância de poder no país, admitiu a ocorrência de algumas irregularidades. Contudo, descartou anular a eleição e anunciou a posse de Ahmadinejad entre os dias 26 de julho e 19 de agosto.

E mesmo com a expectativa de mudanças na atuação do presidente reeleito, o professor do curso de História da Unisinos Martin Dreher não aposta nessa possibilidade. “Haverá perseguição dos adversários, mas ele ficará completamente na dependência da liderança religiosa. Com isso, as “liberalizações” que alguns pretendem ver como acontecidas serão revertidas. Mudanças no Irã só poderão acontecer, caso a atual liderança dos Estados Unidos mostre uma ainda maior abertura em relação ao Irã. No instante em que a liderança local se sentir aceita pelos Estados Unidos é que poderão ter início modificações. Quem está inseguro não faz mudanças, tende antes a se encapsular”, explica Dreher.

No momento, o que o governo busca é acalmar os ânimos dos protestos que tomam cada vez mais volume. A comunidade internacional, no entanto, se preocupa com a violência com que os manifestantes são combatidos. Por causa dos confrontos, os jornalistas foram expulsos e impedidos de registrar os acontecimentos. O que não foi suficiente para driblar as novas tecnologias e agora quem informa ao mundo o que se passa no Irã, são os próprios iranianos. Através de câmeras portáteis, celulares e acesso à internet, os manifestantes disponibilizam vídeos e informações sobre a situação em Teerã. Os blogs, sites como o Facebook, Orkut, Twitter e You Tube recebem os conteúdos que são exibidos milhares de vezes em todo mundo. Em um dos vídeos, a morte de uma jovem se tornou símbolo para a causa iraniana. Em tempos de globalização, o regime teocrático do Irã não conseguiu barrar a liberdade de expressão através das ferramentas tecnólogicas. 

Seqüestros na Espanha à moda brasileira

Anaiara Ventura

Brasileiros são presos pela polícia espanhola

 

 

 

 

Os brasileiros Anderson G.P., 22, Sidnei A., 27, e Talles F.P, 26, e o argentino Victor Sebastián V, 21, foram presos em flagrante na cidade de Terrasa, em Barcelona, saindo de um carro carregado de armas e munição e, segundo a polícia da Catalunha, eles estavam indo para mais um assalto a banco. Os suspeitos usavam perucas, luvas de borracha e uniformes de pintores de parede.

Três brasileiros são presos e dois estão foragidos

Três brasileiros são presos e dois estão foragidos

 

Além dos assaltos, a quadrilha que integra mais dois brasileiros foragidos, é acusada de seqüestros relâmpagos. As investigações começaram em março deste ano, depois do seqüestro relâmpago de um gerente de banco e sua família, em Barcelona, no qual foram todos amordaçados e ameaçados de morte durante uma noite inteira, até que na manhã seguinte o gerente pôde abrir a caixa forte do banco e entregar 150 mil euros aos bandidos.

A polícia espanhola afirma que na segunda semana de junho a quadrilha tentou assaltar um banco no município de Sabadell, mas desistiu ao perceber que havia muita gente na rua.

Os acusados foram indiciados por seqüestro, assalto, posse ilegal de armas, roubo de carros e falsidade ideológica. A polícia espanhola emitiu uma ordem de prisão internacional e pediu ajuda à Interpol para localizar os foragidos. A Polícia Federal foi avisada, para o caso de os suspeitos terem fugido para o Brasil.

Exame de DNA tenta mapear migração humana

Rogério R. Bernardes
Rodrigo Trespach

Rodrigo Trespach

Foram enviadas hoje para Houston no Texas, Estados Unidos, as amostras de DNA coletadas por Rodrigo Trespach. Assim a AFD – Associação Friedrich Dressbach também fará parte do Dreisbach DNA Surname Project.

A DFA – Dreisbach Family Association, dos Estados Unidos, criou o Dreisbach DNA Surname em 2007 e convidou o pesquisador osoriense a também fazer parte nos testes de DNA, o que na época não foi possível.  Agora a DFA está financiando a análise de DNA do brasileiro na tentativa de encontrar o ancestral em comum aos dois grupos familiares com representantes espalhados pela América do Norte, América do Sul e Europa.

Os exames serão realizados pelo laboratório Family Tree DNA, nos Estados Unidos. De acordo com a Dr.ª Marcia M. Falconer, do Canadá e coordenadora de pesquisas genéticas para a DFA, o resultado do teste será muito interessante pois responderá a uma pergunta que os genealogistas americanos e o brasileiro já fazem desde 2005: será que existe ligação entre esses grupos ?

Além de Rodrigo outros membros da DFA farão os testes na tentativa de identificar quais linhas realmente descendem de Abraham, um indivíduo nascido por volta de 1535, em Balde, Wittgenstein, na Alemanha.

Até hoje as pesquisas genealógicas tradicionais não obtiveram resultado. O grupo de Brachttal só tem rastreado seu ancestral até o ano de 1671 e não há nenhuma prova de que descenda de Abraham.

Apenas a pesquisa etimológica do sobrenome levantou essa hipótese. Como a adoção de sobrenomes por hereditariedade só se tornou comum durante o século XVII não há documentação suficiente a disposição para encontrar o “elo perdido”.

O grupo de Wittgentsein emigrou para a América do Norte no século XVIII. Um século depois foi a vez do grupo de Gründau emigrar para a América do Sul.

Muito mais do que rastrear famílias – o que normalmente pode ser feito até o século XVI – os exames de DNA fazem parte de um dos mais modernos projetos de pesquisas biológicas do mundo: o Projeto Genográfico da National Geographic Society e IBM. Esse projeto está mapeando a migração das populações humanas desde pelo menos 200 mil anos.

Com os dados obtidos no exame o brasileiro terá seu haplogrupo paterno identificado (o do cromossomo Y), possibilitando uma comparação aos já realizados em outras áreas da Alemanha e Europa e por consequência aos da África e Oriente Médio colaborando com o mapeamento das migrações humanas, principal objetivo da National Geographic Society.

Mais informações no link Genealogia Genética (http://litoralmania.com.br/afd/site/genealogia-genetica/).

Brasil tem 17 novos casos de gripe suína

Rogério R. Bernardes

O Ministério da Saúde confirmou 17 novos casos da gripe suína – no país, de acordo com boletim divulgado hoje (17). Agora são 96 casos confirmados e 80 suspeitos.

Entre as novas ocorrências, sete são em São Paulo, cinco em Santa Catarina, três em Minas Gerais e dois no Rio de Janeiro. Do total, dois são de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional) e tiveram contato com pessoas procedentes do exterior, que já tinham sido diagnosticadas com a doença.

O secretário da Saúde Osmar Terra disse que o Rio Grande do Sul mantém o alerta máximo para notificação de casos suspeitos de gripe suína.

No Rio Grande do Sul, em todos os cerca de 3 mil postos de saúde, hospitais públicos e privados a notificação já é obrigatória.

Nove hospitais continuam sendo referência para casos suspeitos: Hospital Nossa Senhora da Conceição ( Porto Alegre), Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, Hospital Universitário de Santa Maria, Hospital Geral de Caxias do Sul. Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo, Hospital Santa Casa de Uruguaiana, Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande e Hospital Vida e Saúde de Santa Rosa.

São Paulo é o estado com maior número de casos (34), seguido por Santa Catarina (24), Minas Gerais (14), Rio de Janeiro (13), Tocantins (quatro), Distrito Federal (três), Mato Grosso (dois), Bahia (um) e Rio Grande do Sul (um).

Brasil concentra mais de um terço dos analfabetos da América Latina, diz organização

Rogério R. Bernardes

O Brasil concentra mais de um terço da população analfabeta da América Latina, 14 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade) indicam que em todo o mundo vivem 800 milhões de adultos não alfabetizados. Deste total, 35 milhões estão em nações latino-americanas.

De acordo com o historiador Rodrigo Trespach, as diferenças econômicas da população fazem com que o Brasil apresente este número elevado de analfabetos.

“Há muita gente rica, mas em contrapartida um número maior de pobres, enquanto houver esta injustiça social, o problema seguirá”, acredita Trespach.

Taxas de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais:

País

Taxa

1. Cuba

0,2%

2. Uruguai

1,9%

3. Aruba

2,7%

4. Argentina

2,8%

5. Chile

4,3%

6. Costa Rica

5,1%

7. Venezuela

7,0%

8. Colômbia

7,2%

9. Panamá

8,1%

10. Equador

9,0%

11. México

9,1%

12. Paraguai

9,8%

13. Suriname

10,4%

14. Brasil

11,4%

15. Peru

12,3%

16. Bolívia

13,3%

17. Honduras

20,0%

18. Nicarágua

23,3%

19. Guatemala

30,9%

Caso Sean Goldmann vai a julgamento

Futuro do menino Sean será decidido na próxima quarta-feira

Francine Scherer

Segunda-feira (1o), a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou a volta do menino Sean aos EUA, para morar com o pai biológico. A Justiça havia determinado a entrega do garoto ao pai em 48 horas. Entretanto, na noite de terça-feira (2), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Auélio de Melo, suspendeu em caráter liminar (provisório) a decisão da Justiça Federal do Rio.

Em entrevista, o ministro disse que apenas “congelou” a decisão, uma vez que a família teria só até às 14h desta quarta para entregar o menino ao Consulado dos EUA no Rio de Janeiro. Agora, disse que os ministros poderão analisar o assunto para então julgarem a ação na semana que vem.

Afirmou ainda, nesta quarta-feira (3), que a decisão definitiva da Corte sobre o caso do menino Sean deve ser tomada na próxima quarta-feira (10). Nesta data, ele levará ao plenário o processo para que os demais ministros decidam se o garoto de nove anos ficará no Brasil ou voltará para os Estados Unidos.

Coreia do Norte ignora advertências da ONU e realiza testes nucleares

Sandra Vargas

Desde a última segunda-feira (25-05), noite de domingo no Brasil, quando o mundo ficou sabendo dos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte, que já não se sabe o rumo que a aldeia global irá tomar.

O país norte-coreano informou através de sua rede estatal de notícias, a KCNA, que “de acordo com a demanda dos nossos cientistas e técnicos, a nossa república realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo em 25 de maio [...] como parte das medidas para reforçar sua potência nuclear em autodefesa”.

Militares norte-coreanos comemoram sucesso dos testes nucleares

Militares norte-coreanos comemoram sucesso dos testes nucleares

Em seguida, os líderes das potências mundiais manifestaram sua contrariedade com as ações. A Organização das Nações Unidas (ONU) convocaram reunião de emergência para discutir uma posição sobre o caso. No encontro de segunda-feira ficou decidido pelo aumento das sanções à Coreia do Norte.

Nesta quinta-feira, embaixadores das cinco nações com cadeiras permanentes no Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França – e os dois países mais afetados pela crise, Japão e a Coreia do Sul, reuniram uma lista de sugestões a serem debatidas. As medidas incluem um embargo ainda maior sobre armas e restrições às operações financeiras e bancárias do regime comunista.

Para o professor do curso de História da Unisinos Martin Dreher, o momento é delicado. “Intervir, diretamente, na Coreia do Norte poria em risco a segurança do planeta, pois o país,certamente, não hesitaria em fazer uso de seu arsenal. No momento, o mais apropriado seria a comunidade internacional pedir a mediação diplomática da China, mas também não se deve renunciar à retomada das sanções e embargos que já uma vez foram impostos à Coreia do Norte. O grande sofrimento seria carregado pelo povo coreano. A situação é bastante complicada”, conclui ele.

Testes anteriores

O ditador Kim Jong-il testou a primeira bomba nuclear em outubro de 2006, o que levou o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) a impor sanções ao país.

Com isso, a Coreia do Norte advertiu, em 29 de abril, que iria realizar o segundo teste, como protesto pela iniciativa da ONU de repreender o país pelo teste de um foguete de longa distância em 5 de abril passado.

Também em abril, o país informou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.